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Dia da visibilidade trans
Escrito por Gabe.
29/01/2025 03:52
 
A transexualidade é um termo que se refere à experiência de pessoas cuja identidade de gênero não corresponde ao sexo atribuído ao nascimento. Para essas pessoas, o gênero com o qual se identificam pode ser diferente do que foi imposto pela sociedade, o que pode levar a um processo de transição. Esse processo pode envolver mudanças sociais, físicas e/ou psicológicas, com o objetivo de alinhar o corpo e a identidade de gênero da pessoa. A transexualidade, portanto, é uma manifestação da diversidade humana e reflete a complexidade da identidade de gênero, que vai além de uma simples definição binária de masculino e feminino. Entender e respeitar a transexualidade é fundamental para promover a inclusão e os direitos de todas as pessoas, independentemente de sua identidade de gênero.
 
No dia 29 de janeiro, celebramos a Visibilidade Trans, uma data fundamental para reforçar a importância do respeito, da representatividade e da luta por direitos da comunidade trans. Mais do que um dia de conscientização, este é um momento de dar voz às histórias, desafios e conquistas de quem, todos os dias, enfrenta barreiras para simplesmente ser quem é. Para marcar essa data especial, a Rádio Habblet, em parceria com a Agência Adidas, preparou um evento exclusivo, que traz uma entrevista com membros da comunidade trans. Durante a conversa, foram compartilhadas experiências, desafios e reflexões sobre identidade, aceitação e o papel da sociedade na inclusão.
 
Entrevistas

 

Como parte dessa iniciativa, tivemos a honra de entrevistar Mofy, uma figura marcante no Habblet, conhecida por sua trajetória de mais de oito anos no jogo. "Participei de diversas áreas da comunidade: criei jogos, emblemas, construções e fiz parte da Rádio Habblet na área de campanhas e eventos, onde sempre me abraçaram muito bem", relembra. Mesmo após se afastar da AeA (Arquitetos em Ação), Mofy reconhece o impacto que teve no jogo e na comunidade. "Adaptar-se ao Habblet não é simples, pois, assim como na vida real, brigamos, nos estressamos e lutamos por causas, como esse evento da visibilidade." Hoje, ela segue conectada ao jogo por meio da @LacinhosBlet, sua página de notícias. "E essa sou eu: Mofy, Bibi, Petrova, Bianca… sempre me descobrindo, me desconhecendo… e viva ainda!"

 

Sobre sua autodescoberta e maiores desafios na transição:

 

 

 

''Foi um processo bem interessante, pois me descobri bem novinha, mas, para ter a MINHA própria afirmação, eu tive que ter maturidade, confiança e apoio. Foi aos 17 anos que consegui falar: EU SOU TRANS, EU SOU A BIANCA."

 

Sobre seus maiores desafios na transição, Mofy pontua:

 

 ''Viver. Viver com a disforia, com a pressão social, seja dentro ou fora de casa. Lidar com a insegurança de se olhar no espelho e pensar: o que eu poderia fazer ou mudar para me sentir melhor comigo mesma?''

 

 

O que gostaria que as pessoas compreendessem sobre a vivência trans?

 

 

 

''Ser trans é muito pessoal, é alguém que se descobriu, se libertou. Entendo que quem não é pode ter dificuldades para falar sobre o tema, mas o princípio é respeito e consciência.'' 

 

''E é bom ressaltar também que ser aliado não é ser trans, é lutar por alguém. Marcas e artistas apoiam, mas muitas vezes recuam devido à rejeição do público. O Brasil é o país que mais mata pessoas trans, e isso reflete o desafio da luta.''

 

E, além da Mofy, Branca Scarnera, conhecida como Lua na comunidade, também prestigiou nosso evento e compartilhou sua visão sobre aspectos que as pessoas precisam compreender melhor a respeito da vivência trans:

 

"Ser trans não é uma escolha, uma pessoa trans sempre sabe se é ou não dentro de si. Caso você seja, saiba que a caminhada é difícil, mas no final do dia, se olhar na frente do espelho e se reconhecer, conseguir enxergar que seus pensamentos não são mais fantasia e são reais, é a melhor sensação que você vai ter. Vale a pena ser feliz!"

 

 

Branca, conclui sua participação nas entrevistas contando quais são os principais mitos ou ideias equivocadas sobre pessoas trans que ela acredita serem importantes desmistificar:

 

 

"A ideia equivocada de diferença entre trans e travestis. Muitas pessoas acham que trans é a que operou e a travesti não, mas isso não é verdade, não há diferença. O que muda é como os termos são usados na mídia. Geralmente, você lê o termo trans associado num contexto de algo bom e travesti de algo ruim."

 

 

Nesta entrevista, também conversamos com Elffi, muito conhecida pela longa trajetória no Habblet, onde atuou como Ajudante, Embaixadora e Moderadora, sempre com paixão por dar suporte à comunidade. Elffi se intitula como "aquela fanfiqueira dos corredores, que adora escrever uma boa notícia e compartilhar momentos especiais." Não parando por aí, Elffi deixa um recado mais que especial sobre quem ela é para a comunidade. "Mas não sou só isso. Para muitos, sou uma figura materna, sempre acolhendo e cuidando, especialmente da comunidade LGBTQIA+ do hotel.
 
Se você não se sente abraçado pela sua família, saiba que agora você tem uma, e ela sou eu. Sou uma mulher trans e travesti, e me orgulho disso. Saber que sou uma representatividade forte dentro do hotel e que inspiro tantas pessoas aquece meu coração e me dá ainda mais força para lutar. Quero abrir caminhos para que as próximas tenham mais liberdade, respeito e os espaços que são nossos por direito."
 
Com muito orgulho, Elffi compartilhou sua jornada de autodescoberta e os desafios enfrentados ao crescer em um ambiente conservador, sem acesso a informações sobre identidade de gênero. Com coragem e resiliência, Elffi encontrou seu caminho, superando barreiras e conquistando orgulho em ser quem é. Além de dividir sua história, ela traz conselhos valiosos para quem está no processo de explorar sua identidade, reforçando a importância do respeito e do acolhimento.

 

Sobre sua autodescoberta e um conselho:

 

 

''A minha jornada de autodescoberta foi bem desafiadora, porque nunca me senti no corpo certo. Sempre houve um vazio, uma sensação de que algo estava faltando, e eu sabia que era diferente, mas não sabia o motivo. Desde criança, sempre senti isso, mas nunca tive acesso a informações sobre identidade de gênero, pois cresci em uma família religiosa que me impedia de ter qualquer contato com a comunidade LGBT. Por isso, eu era reprimida nesse aspecto. Foi só depois de alguns conflitos familiares que eu percebi uma mudança nos meus pais, como se uma luz tivesse acendido para que eles realmente começassem a me compreender e apoiar (ou pelo menos tentar). No entanto, a verdadeira certeza veio quando deixei de lado a pressão que eu sentia, olhei para mim mesma e percebi que eu nasci mulher. Não importa o que a sociedade pense, eu sou quem sou. Desde então, passei a me priorizar mais, e hoje, tenho orgulho de ser uma mulher trans.''

 

 

 

"Olha, eu, Luísa, diria o seguinte: Tenha paciência com você mesma. A transição e o processo de autodescoberta podem parecer desafiadores, mas lembre-se de que só você tem o direito de definir quem você é. Outro conselho importante: Respeite o seu tempo. Não existe um "momento certo" para entender sua identidade de gênero, então não se pressione. Cada um tem seu próprio tempo, e é essencial respeitar isso. Seja gentil consigo mesma. O autoconhecimento pode ser complicado, e é natural ter dúvidas. Pratique se amar primeiro e não se cobre tanto. Esse é um conselho de mãe, tá? E lembre-se: Se estiver passando por um momento difícil e sem apoio, saiba que pode contar comigo, me considere sua família."

 

Thomi, que também compartilhou momentos marcantes de sua transição, incluindo o apoio de sua família e os desafios que ainda existem para pessoas trans na sociedade. Refletindo sobre a necessidade de mais oportunidades no mercado de trabalho e da inclusão de pessoas trans em diferentes espaços, destacando como a aceitação e o respeito fazem toda a diferença. 

 

Acompanhe essa conversa sincera e necessária sobre representatividade, apoio familiar e a luta por um mundo mais acolhedor!

 

 

''Meus pais foram os primeiros a saber. Minha mãe, de mente aberta, se aproximou da comunidade LGBT como aliada. Meu pai, apesar da criação conservadora, foi o primeiro a apoiar meu tratamento hormonal.''

 

 

Como tornar a sociedade mais inclusiva?

 

 

 

''A inclusão pode ocorrer de várias formas, como cotas trans em universidades, mas o mercado de trabalho é crucial. Empresas devem dar mais acesso para que pessoas trans possam usar seus nomes sociais.''

 

 

Também contamos com o relato da Gata, que compartilhou os desafios de sua transição, incluindo a difícil busca pela aceitação familiar. Gata também reflete sobre como a sociedade ainda tem muito a evoluir na forma de enxergar pessoas trans, reforçando que, no fim das contas, tudo o que queremos é viver nossas vidas com dignidade e felicidade, assim como qualquer outra pessoa.

Uma conversa sincera e poderosa que nos lembra da importância da luta diária por respeito e igualdade. 

 

  ''A aceitação dos meus pais, que ainda não consegui, e superar a visão negativa que muitos têm sobre mim é pra mim, um dos maiores desafios na transição.'' 

 

Ainda destaca: ''Eu acho que o mundo no geral ainda tem muito o que mudar na forma como enxergam as pessoas trans, entender que só o que estamos tentando diariamente é viver nossas vidas e sermos felizes como qualquer outra pessoa, entender que lutamos diariamente pela igualdade e respeito porque merecemos tanto quanto qualquer um.''
 
 
 
Encerrando nossa série de entrevistas no Dia da Visibilidade Trans, a Rádio Habblet, em parceria com a Agência Adidas, apresenta a história de Leo Peregrino, um homem trans que iniciou seu processo de transição aos 13 anos, e compartilhou sua experiência conosco.
 
 
A jornada de autodescoberta de Leo começou de forma simples, ao assistir um vídeo no YouTube, dando nome a sentimentos já existentes. O maior desafio foi o medo da reação da mãe, a quem nunca contou diretamente, pedindo que seu pai fizesse isso. Leo destaca que pessoas trans vão além de histórias tristes, vivendo, estudando e se apaixonando, e critica a forma como são representadas na mídia. Entre os mitos a serem desmistificados, aponta que nem todas querem hormônios, cirurgias ou passaram pela prostituição.
 
Uma das reações mais marcantes para Leo, foi a do pai, que afirmou que nunca deixaria de amar. Ele também acredita que a sociedade deve parar de ver pessoas trans como um "terceiro gênero estranho" e aconselha quem está se descobrindo a ter paciência, sem apressar etapas. Leo hoje enxerga avanços na percepção social, especialmente com referências como Erika Hilton. E, a transição mudou a relação com a mãe, que antes impunha expectativas e hoje a vê como um amigo. Leo Peregrino defende cotas trans em concursos e vestibulares e ressalta a importância da terapia no processo. Embora não seja muito ativo, busca apoiar a luta pelos direitos trans. Sobre expectativas e estereótipos, acredita que ser trans já rompe padrões e que não se deve tentar encaixar isso em um molde normativo.
 

A visibilidade trans é fundamental para promover o respeito, a inclusão e a igualdade para as pessoas trans. Quando pessoas trans são visíveis na sociedade, elas ajudam a quebrar estigmas e preconceitos, oferecendo modelos de representatividade para aqueles que ainda enfrentam o desafio de se reconhecerem e se afirmarem em um mundo predominantemente cisgênero.

 

A visibilidade também permite que as questões que afetam as pessoas trans, como discriminação, acesso à saúde, emprego e segurança, sejam mais amplamente discutidas e abordadas de forma eficaz. Além disso, ao se tornar mais presente na mídia, na cultura e nas discussões sociais, a visibilidade trans ajuda a normalizar a diversidade de identidades de gênero, criando um ambiente mais inclusivo e empático para todos. É importante que as vozes trans sejam ouvidas, pois isso contribui para a construção de uma sociedade mais justa e plural.

 

Informações do Evento

 

Teremos pela frente um evento marcante para fortalecer a luta por igualdade e respeito! Acompanhe abaixo mais informações e marque presença neste momento tão especial para a comunidade.

 

Data: 29/01/2025 - Dia da Visibilidade Trans


Construção: LionArt


 Locutor: BrisaLunar

 

Todos aqueles que estiverem presentes, além de tudo receberão ainda o seguinte emblema:

 

Nome: Visibilidade Trans 2025

Descrição: Que a visibilidade seja o começo de um mundo mais inclusivo e respeitoso.

 


 

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