
Ela não veio ao mundo: irrompeu. Nascida no Rio de Janeiro em 8 de agosto de 1974, mas passou parte da infância e adolescência na Bahia e no Rio, Preta Maria Gadelha Gil Moreira, conhecida como Preta Gil, foi cantora, compositora, atriz e empresária sob o signo de Leão e da revolução tropicalista, sua existência foi um manifesto antes mesmo da primeira respiração. Desde pequena já foi criada no meio artístico. Mas foi em 2003 que estreou como cantora, em 2003, com o álbum Prêt-à Porter (Pronto Para Vestir), causando um burburinho na época por conta da capa, em que ela aparece nua. E de lá para cá veio o icônico “Bloco da Preta”, que reuniu 760 mil foliões no Carnaval carioca de 2018, renascendo no mundo como experiência sensorial revolucionária.
Destacando em sua música: “Sou Como Sou”, que mostrou o desafio direto dos padrões sociais impostos sobre a beleza, comportamento e sucesso, expondo, de maneira quase irônica, a pressão para que todos se encaixem em modelos restritos. Ao lado de toda uma musicalidade, existia a dança ao redor de um palco holográfico onde Preta executava hits como “Batom” e “Tudo Vai Passar”. A coreografia misturava passos de axé com emoticons de corações, na qual ela vivia a conexão profunda com a música e a dança. E assim vivia, a narrativa de uma mulher que transformaria pele em bandeira, cicatrizes em versos e o próprio corpo num território político.

Em maio de 2025, Preta Gil venceu o Prêmio Faz Diferença 2024 na categoria ELA, um reconhecimento pelo impacto de sua postura inspiradora e pela forma corajosa como compartilhou sua jornada contra o câncer. A premiação exaltou sua força como mulher e como voz importante de representatividade.
Também em maio de 2025, Preta Gil foi agraciada com a medalha de comendador da Ordem do Mérito Cultural, uma honraria concedida pelo Ministério da Cultura por suas relevantes contribuições à cultura brasileira. Não pôde estar presente na cerimônia, sendo representada por seu pai, Gilberto Gil.
2023: Foi apresentadora da 7ª edição do WME Awards, realizada em dezembro em São Paulo, liderou a cerimônia, que honrou grandes nomes como Rita Lee e Dona Onete;
2024: Não compareceu à 8ª edição devido a motivos de saúde, ela geralmente era apresentadora neste evento voltado à celebração das mulheres na música.
Logo após seu falecimento em julho de 2025, Preta Gil foi lembrada no Prêmio Grande Otelo com uma homenagem especial. Seu nome apareceu em
reverência durante a cerimônia, e ela foi ovacionada ao aparecer no telão.
Quando partiu em 20 de julho de 2025, uma constelação de velas acendeu- se no Habblet Hotel, enquanto no Rio, o Pão de Açúcar escureceu simbolicamente. Mas seu legado é fogo que não se extingue: na menina que ousa dançar com celulites à mostra, onde o amor não tem gênero e que às vezes, o amor tem que morrer para germinar. Preta Gil plantou jardins de coragem, e agora, suas sementes brotam em corpos que ousam existir sem perdão. Porque, como ela ensinou que ser inteira não é direito, é dever revolucionário. E nesse dever, seguimos todas as cores.
Não perca essa homenagem e se liga nas informações do evento:
Nome do quarto: InfoMusic - Preta Gil;
Proprietário: EventosRH;
Locutora:
Data: 16/08;
Horário: 20h00BR I 00h00PT
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